quarta-feira, 20 de março de 2019

Com amor, Renata.

Acabei de assistir o filme "Com amor, Simon" e sério, comecei a assistir sem pretensão nenhuma, já tinha visto algumas propagandas e lido nas redes sociais sobre o filme, e mais por curiosidade assisti. E me surpreendi, muito. A história é leve, bonita e me trouxe muitas reflexões.
Tenho certeza que muitos vão pensar mais um filme da modinha adolescente, clichê sobre homossexualidade, mas sabe, acho que esse filme pode se encaixar em qualquer coisa. Em como as pessoas vivem reprimidas, como diz em uma parte do filme, prendendo o fôlego.
Em outra parte fala sobre o medo que temos de o mundo não gostar de como nós somos, e é isso mesmo, esse mundo intolerante, preconceituoso, violento, frio em que estamos vivendo, e eu não generalizo, mas eu sinto que eu tenho todo amor e aceitação do mundo dentro de mim pelas pessoas como elas são.


Com amor, Renata.


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Sonhos x Realidade


Eu estava vendo um dia desses um daqueles programas de reforma de casas, o nome é "Irmãos à Obra", e comecei a refletir sobre sonhos e realidade. Na verdade, de vez em quando fico pensando nessas coisas. (Não sei como cabe tanta coisa em uma cabeça só)
Meu sonho sempre foi (e ainda é) ser arquiteta, sonho antigo, desde criança, me deslumbrava com construções diferentes, casas lindas, pontes, prédios, shoppings, tudo que era relacionado a isso. E apesar de meu pai querer que eu fosse médica ou advogada (clichê), eu mantive o pensamento em Arquitetura. 
Mas é incrível como a realidade não está nem aí para nossos sonhos, e aliada há algumas escolhas que fazemos em nossas vidas, nos leva para caminhos mais distantes ainda. Não é uma questão de ser feliz ou infeliz, é só a realidade batendo à sua porta.
Eu sempre digo que me adéquo à minha realidade, não sou de ficar insistindo em algo que "talvez" pode dar certo, e ver a vida passando por mim enquanto eu continuo no mesmo lugar. Eu sempre abracei as consequências das minhas escolhas, mesmo aquelas que nunca deveria ter tomado, e tiro o melhor proveito delas. Não sei se isso me torna mais forte ou mais fraca. É assim que eu sou. Eu nunca entendi a necessidade das pessoas em se importar no que os outros vão pensar se a sua vida não for exatamente o que estava planejado. 
Não estou dizendo para não lutar, lute, mas não deixe sua vida passar. Um grande sábio disse "Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver". Os sonhos são eternos, a Arquitetura foi apenas um de muitos que ainda não consegui atingir, quem sabe um dia. Mas por enquanto os planos são outros.


Texto curtinho, mas que já estava pensando em escrever há tempos.

Até a próxima!

domingo, 2 de setembro de 2018

A vida pós casamento.



Esse mês faz sete anos que me casei, ainda não somos casados no civil e no religioso, mas estamos casados sim, pois decidimos construir uma vida juntos. Eu tenho refletido sobre casamento ultimamente, sobre o que ele significa, sobre os prós e os contras, pois eles existem em tudo na nossa vida, e isso não quer dizer que o casamento não valha à pena.
Nós mulheres do século XXI nascemos com muitas conquistas, das mulheres dos séculos passado, e conquistamos muitas outras também, sem falar nas que ainda estão em processo né? Mas isso não quer dizer que precisamos perder a fé no casamento.
O casamento é ato de casar-se, a união de duas pessoas, de acordo com seus direitos, afim de se estabelecer uma família perante a sociedade. Mas quem é casado, ou já foi, sabe que vai muito além disso. Casar é dar um passo no escuro, é segurar na mão do outro, é não pensar mais apenas nos "meus" sonhos, mas também nos "nossos", e isso não quer dizer deixar os seus de lado ou ter que incluir seu parceiro em tudo, mas levar em consideração a opinião dele ou dela com respeito e seriedade.
Casamento não é fácil, sabe aqueles filmes de contos de fadas (que eu amo aliás)? Não se enganem, casamento é vida real, é mudança. Quando se namora somos nós mesmos, mas também tentamos impressionar a todo momento, passar a impressão de perfeição, seja na aparência, no comer, no falar, etc. O casamento é diferente, com o passar dos dias, meses, anos, você se sente confortável na companhia do outro, com nossas melhores qualidades e maiores defeitos, tem a rotina, tem os dias bons e ruins. Mas sabe o que eu acho mais incrível no casamento? O amor.
Sabe aquele frio na barriga, usando o jargão, borboletas no estômago? Você vai sentir falta dele, pois ele passa, ok, ok, uma vez que outra ainda dá, mas ele é substituído por um calor tão profundo no fundo seu coração que aquece toda a sua alma. E ele não surge instantaneamente no minuto em que você se casa, é um processo, uma construção, o tempo é o construtor. Mente quem diz que ama desde o primeiro momento, e por isso muitos casamentos não dão certo, porque esse amor não é construído.
Eu li uma vez um pequeno texto sobre dois velhinhos, que ao serem questionados como conseguiram manter um casamento feliz por tanto tempo eles responderam que na epóca deles eram ensinados a consertar o que estava quebrado e não jogá-lo fora. E casamento é exatamente isso, você conserta ações, palavras, emoções todo dia, porque nada é perfeito, e nem por isso não vale a pena ou vai te fazer infeliz, tudo depende do seu ponto de vista, e claro das suas emoções, assim como as do seu parceiro.
Olha, a vida fica corrida hein? Você se desdobra em várias para dar conta de tudo, e olha que nem tenho filhos, quando tiver eu volto aqui. Tem dias que você quase entra em surto, dá vontade de jogar tudo para o alto e voltar para a casa da mãe. Tem seu lar, seu emprego, sua vida social, sua família, seus sonhos, seus estudos, e ainda ficar bonita, ufa! E esse é só um pedacinho de tudo. Ás vezes eu brinco: podíamos ter conquistado um pouco menos de direitos né? 
Vou confessar, tem dias que deixo tudo bagunçado, não ando sempre com tudo em dia na aparência, e tem dias que não tenho a mínima vontade de ir trabalhar, e olha que eu amo meu trabalho. Mas sabe? Não estou mais me sentindo culpada por isso, no início eu tentava dar conta de tudo ao mesmo tempo e manter tudo perfeito, mas não vale a pena, em vez disso invista seu esforço em curtir sua casa, seu marido, comer algo gostoso e deixar a louça para o outro dia. E não esqueça, a recompensa é um amor sem precedentes, e por mais que você realmente não precise de alguém para ser feliz e que sempre temos que nos amar e valorizar primeiro, eu descobri uma coisa e afirmo: o casamento vale muito a pena sim!


Até um próximo textão, pode ser que os posts mudem um pouquinho por aqui. 
A vida muda constantemente né? 
Beijoss.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Um mês sem Dobby, o cão doméstico livre.

 Depois de um ano e pouco estou de volta. A vida passa e a gente nem sente né? Ou sente demais. Acontecem tantas coisas e as prioridades mudam, o tempo todo. Já faz algum tempo que queria voltar a escrever aqui, mas alguns empecilhos não permitiram. Espero poder voltar em definitivo agora.
Esse mês foi um daqueles em que mais senti saudade de escrever aqui, de colocar um pouco todas as palavras que ficam guardadas dentro de mim.
 Junho do ano passado eu e meu marido adotamos um cachorro, filhote ainda, a coisa mais fofa do mundo. Demoramos um pouco para colocar o nome, e por fim nos decidimos por Dobby, o cão doméstico porém livre (quem ama Harry Potter vai entender).
 E aí começou a nossa linda história. Quem cuida de um cachorro desde filhote sabe a afeição que tomamos pelo pequeno ser. Eu já havia tido essa experiência com a Nina, minha cachorra de 3 anos. Mas cada cachorro tem a sua especificidade, uma coisa que seja inerente à ele. A Nina sempre foi mais independente, não gosta que sufoquemos muito ela e gosta das brincadeiras mais brutas, o Dobby já não, carinhoso, quanto mais perto, mais junto, melhor. Bagunceiro também, roía as coisas (desculpa mana pelo livro, vou comprar outro), carregava as coisas pra dentro de casa ou para fora e era muito, mas muito comilão, era ouvir o barulho de louças ou pacotes sendo abertos que ele já estava lá. 
 Há pouco mais de um mês ele começou a ficar desanimado, triste, depois começou a ter dificuldades para andar, se segurar nas próprias pernas, pensamos ser algo passageiro. Os dias passaram, ele comia, bebia água, mas continuava a fraqueza, em uma semana ele começou a piorar, começamos a pesquisar e poderia ser intoxicação alimentar, mas em dias ele começou a ter convulsões e nossas pesquisas nos levaram à doença mais óbvia: Cinomose.
 Para quem não sabe a Cinomose é um vírus que ataca especificamente os canídeos, ela pode ser passada através da saliva, mucosas, urina e fezes, e é facilmente contraída por canídeos filhotes ou idosos. Ela pode atingir o sistema pulmonar, digestivo ou nervoso. Não há cura, apenas tratamento, e quase sempre o canídeo vai a óbito, se tratada cedo pode sobreviver com algumas sequelas. A prevenção se dá por vacinas quando filhote ou depois de adulto caso ainda não tenha contraído o vírus.
 A cinomose no Dobby atingiu seu sistema nervoso tão rapidamente que quando fomos ao veterinário a opção do tratamento não era mais viável, apenas retardaria o seu descanso e ele sofreria mais. Suas convulsões estavam ocorrendo de 10 em 10 minutos e ele sentia muita dor. Então eu tive que tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida, e tive que deixar todo o egoísmo de lado. Tive deixá-lo descansar. A palavra sacrifício nunca foi tão certa, tão correta, pois foi um sacrifício enorme dar esse sim, saber que eu tive que decidir deixá-lo ir. E eu não sabia se ele queria ir. De uma coisa eu tinha certeza: não conseguia mais vê-lo sofrer. Nem um segundo mais. Nunca.
 Faz um mês que ele se foi e a dor ainda é a mesma. Para muitos isso pode parecer uma coisa tola, é apenas um cachorro. Mas não para mim, ele era parte da minha família, do meu lar, eu o amava de todo o meu coração. Só quem tem amor por esses incríveis animais sabe.
 As lembranças dele pela minha casa doem muito, pequenos detalhes como a beirada do hack da sala roído, o cantinho da parede e a ponta do sofá também, o paninho em que ele dormia, quando chego em casa e ele não está lá me esperando com seu rebolado único, de manhã quando ele queria dormir no travesseiro e não nos pés ou na hora das refeições quando ele ficava embaixo da mesa. Enfim, são muitas lembranças. Lindas, felizes, doloridas,
 Eu sei que eu fiz o melhor que eu podia naquele momento, mas eu queria muito poder voltar no tempo e tê-lo levado ao veterinário no primeiro momento, no primeiro sintoma. Queria estar mais atenta a essas vacinas e queria muito ter aproveitado mais o meu curto tempo com ele. Ter brincado mais, acariciado mais, passeado mais e ter dito mais vezes o quanto eu o amava. O quanto eu o amo e o amarei para sempre.
 Queremos muito adotar outro cão mais para frente, mas o Dobby nunca, jamais será substituído, ele era único, o pior e o melhor cão do mundo ao mesmo tempo, o melhor amigo, companheiro, amado.
Meu conselho a todos é: vacinem seus animais o quanto antes, levem ao veterinário sempre que surgir qualquer coisa anormal e aproveitem sempre, ao máximo cada momento com seu animais de estimação, pois nunca sabemos qual será o último.
 O Dobby estará sempre comigo no meu coração, e a saudade e a dor serão eternas, mas eu sou muito agradecida pela oportunidade de ter tido ele em minha vida, de ter tido a honra de ser a dona dele, espero que ele tenha sido feliz e se sentido amado por nós. Pois nós o amamos e o amaremos eternamente.


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